Notícia

Mulher e Direitos Humanos

Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas
Sexta, 18 Junho 2021 20:38
HUMANIZAÇÃO

Patrulha Maria da Penha inicia projeto Juntos Por Elas, de conscientização para ex-agressores

Primeiro encontro foi realizado nesta sexta-feira (18), no Juizado de Violência Doméstica e Familiar da capital

A Patrulha Maria da Penha foi criada em 2018 pelo governador Renan Filho, com atuação na capital e no município de Arapiraca A Patrulha Maria da Penha foi criada em 2018 pelo governador Renan Filho, com atuação na capital e no município de Arapiraca ASCOM SEMUDH
Texto de Joanna de Ângelis

O ciclo da violência doméstica e familiar se torna mais difícil de ser quebrado por acontecer entre quatro paredes. O laço familiar muitas vezes impede que a denúncia seja realizada e prende a vítima e o próprio agressor em um ambiente marcado por ameaças, hostilidade e insegurança.

Com esse pensamento, a Patrulha Maria da Penha realizou nesta sexta-feira (18) uma roda de conversa do projeto Juntos Por Elas, com ex-agressores enquadrados na Lei Maria da Penha (11.340/2006), como forma de auxiliar na conscientização dos mesmos, partindo de uma perspectiva humanizada.

O encontro aconteceu no Juizado de Violência Doméstica Contra a Mulher, localizado na praça Sinimbu, no centro de Maceió. A ação conta com o apoio do Tribunal de Justiça de Alagoas – TJ/AL e a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas – SEMUDH.

“A Patrulha já realiza um trabalho excepcional na proteção das vítimas de violência doméstica e a ampliação desse olhar humanizado também para o homem agressor é um grande passo nesse processo de conscientização, por meio do acompanhamento lado a lado”, ressaltou a secretária da Semudh, Maria Silva. “Agora nós cuidamos e protegemos as nossas mulheres, mas também acolhemos e auxiliamos os homens a compreender o seu erro, concedendo a oportunidade para um novo começo”, afirmou a major da Patrulha, Márcia Danielli. 

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O encontro foi guiado pelo cabo Rodrigo Araújo e pelo soldado Geraldo Ferreira. A palestra consiste em um diálogo aberto entre os presentes, apresentando a forma como as leis de proteção às mulheres funcionam, de forma dinâmica, além do espaço para  resolução de dúvidas e questionamentos. 

“O intuito principal desse projeto é modificar culturalmente o pensamento masculino em referência à mulher e em referência à Lei Maria da Penha, que é tida como uma lei que separa casais, e na verdade estamos aqui para punir agressores e desmistificar algumas particularidades específicas do público masculino", destacou Geraldo.

A Patrulha

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Com funcionamento 24h, a PMP tem atuação em Maceió e Arapiraca, com planos de uma interiorização ainda maior. Desde sua criação, nenhuma das mulheres assistidas foi vítima de feminicídio ou sofreu alguma reincidência de seus agressores, comprovando a eficácia do seu trabalho. Outro ponto de destaque, é a parceria da Patrulha com o CEAM, espaço vinculado à Semudh que disponibiliza atendimento social, jurídico e psicológico para as mulheres vítimas de violência.

As medidas protetivas que direcionam a mulher para ser assistida pela Patrulha Maria da Penha podem ser solicitadas em qualquer delegacia, onde a mulher relata a violência sob a qual foi submetida e realiza a solicitação, no próprio Ministério Público ou Defensoria Pública, se ela já portar o boletim de ocorrência, e depois a própria polícia deve enviar o pedido de proteção imediatamente para o juiz específico que tem um prazo de 48 horas para atender a notificação. 

Para quem busca atendimento ou mais informações, a Patrulha tem sua sede no Centro Especializado de Atendimento à Mulher - CEAM, que está localizado na Rua Dr. Augusto Cardoso, no bairro Jatiúca, em Maceió, com atendimento ao público das 8h às 17h, e pelo telefone (82) 3315-1740.