Notícia

Mulher e Direitos Humanos

Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas
Terça, 13 Agosto 2019 16:51
PEPMulheres

Alagoanas discutem criação do Plano Estadual de Políticas para as Mulheres

Em audiência realizada pela Semudh em parceria com o Cedim, diversas mulheres debateram a implementação de políticas públicas direcionadas

O Plano Estadual de Políticas para as Mulheres estará disponível para consulta pública durante 30 dias após a sua publicação O Plano Estadual de Políticas para as Mulheres estará disponível para consulta pública durante 30 dias após a sua publicação Letícia Sobreira
Texto de Letícia Sobreira

Mulheres, plurais, de todas as formas, cores e necessidades lotaram, ontem (12), o auditório do Centro Universitário Maurício de Nassau, na Ponta Verde, em Maceió, para planejar e discutir o primeiro Plano Estadual de Políticas para as Mulheres (PEPMulheres). O Plano representa uma prova documental do compromisso do Governo de Alagoas com as mulheres alagoanas e o desafio de alcançar uma sociedade com igualdade de gênero.

“É uma iniciativa do Estado para atender ao arcabouço de demandas apresentadas pelo conjunto de movimentos de mulheres, movimentos feministas e organizações da sociedade civil, imprimindo as suas necessidades o caráter de Política Pública de Estado” explica a superintendente de Políticas para a Mulher da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), Dilma Pinheiro. O documento foi discutido em audiência pública em um evento realizado pela Semudh em parceria com o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher (Cedim).

Marli dos Santos Araújo, professora e doutora em Serviço Social pela UERJ, iniciou a discussão na audiência com uma breve análise de conjuntura de políticas para as mulheres no cenário brasileiro e seus impactos em Alagoas. “A primeira coisa que eu gostaria de pontuar é que o plano deve tratar-se de ‘mulheres’, no plural”, e explicou sobre a necessidade de evidenciar as diversidades das mulheres alagoanas e suas respectivas necessidades. Para a professora, é preciso salientar as diferenças de identidade para um processo de resgate histórico do povo.

Com participação ativa do público, a plenária colocou as dificuldades para implementação de políticas no Estado que sejam verdadeiramente efetivas, colocando como percalços uma delegacia da mulher com funcionamento 24h e uma casa abrigo para as mulheres em circunstância de violência. A discussão passou para desde a situação das mulheres em posição de vulnerabilidade social, que perdem seus filhos para violência, até as de comunidades tradicionais, como quilombolas e ribeirinhas e as mulheres com deficiência.

“O PPMULHERES é fruto de encontros estratégicos. Aqui foram coadunadas as propostas advindas das conferências de políticas para as mulheres 2015/2016 para serem referendadas em audiência pública, com protagonistas de distintas áreas do conhecimento, da execução das políticas públicas, do campo político e das vivências cotidianas, para que contribuam de forma qualitativa para avançarmos na construção de uma Alagoas capaz de enfrentar as opressões de gênero, os racismos e garantir trilhas possíveis para promoção e valorização da diversidade existente entre nós alagoanas”, expôs a secretária da Semudh, Maria Silva.

Secretária Maria Audiência Publica

A audiência também foi marcada por momentos de comoção, a partir de mulheres que expuseram suas vivências para tratar da discriminação por gênero, e até a intervenção de um homem, Mário Lima, presidente da associação dos surdos de Alagoas, que expôs a necessidade do público masculino se sensibilizar com a luta das mulheres e a dor das mulheres surdas, que acabam em situação de violência e encontram dificuldade para atendimento inclusivo, desenvolvendo até quadros depressivos.

O PEPMulheres estará disponível através do nosso site, WWW.mulheredireitoshumanos.al.gov.br, para consulta pública durante 30 dias após a sua publicação. Depois da consulta, o Plano seguirá para aprovação no gabinete civil.