Notícia

Mulher e Direitos Humanos

Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas
Segunda, 03 Junho 2019 13:36
INCLUSÃO NA LAGOA

Oficina sobre Língua de Sinais fez parte da programação do Mundaú Lagoa Aberta

Evento ocorreu durante a 15ª edição do Mundaú Lagoa Aberta, no domingo,3, ação cultural à beira da Lagoa Mundaú, com a parceria da Semudh

Texto de Cristina Sampaio

Uma oficina sobre a importância da Libras – Língua Brasileira de Sinais – instrumento de inclusão social para pessoas com deficiência auditiva, fez parte da programação da 15ª edição do Mundaú Lagoa Aberta, no domingo,3, ação cultural à beira da Lagoa Mundaú, no Vergel do Lago, organizada pela comunidade e lideranças da região da favela Sururu de Capote. O evento, de iniciativa popular, aberto ao público de todas as idades, sempre ocorre durante o primeiro domingo de cada mês, com uma agenda de ações em diversas áreas: lazer para as crianças, apresentações culturais, musicais e esportivas, rodas de conversas com temas de interesse dos moradores das comunidades próximas, especialmente os jovens. A temática deste domingo foi a defesa do meio ambiente.

A Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh) é uma das parceiras do Mundaú Lagoa Aberta e sempre leva para o evento uma temática especial dentro da programação. Desta vez, participou, por meio da Superintendência de Políticas para os Direitos da Pessoa com Deficiência, com oficina de Libras, com o instrutor e professor, Mário Lima, Ca CIL – Central de Intérpretes de Libras, panfletagem educativa sobre os riscos da proliferação do Zika Vírus, além de palestra da presidente da Afaeal – Associação das Famílias de Anjos do Estado de Alagoas, Alessandra Hora dos Santos.

Para o superintendente da Semudh, Gino Cesar Meneses, o Movimento Lagoa Aberta é uma excelente iniciativa de inclusão social pelo lazer, e por ações culturais educativas. “Esse trabalho está em harmonia com o que temos como missão na Secretaria. Aqui temos a oportunidade de trabalhar a inclusão dessa comunidade, tão carente de serviços públicos, apoio e assistência. Damos uma contribuição levando dignidade e cidadania”.

A presidente da Afaeal ressaltou a importância de se falar sobre meio ambiente e limpeza como forma de se evitar a proliferação do mosquito que gera o Zika Vírus, lembrando que a Síndrome Congênita do Zika Vírus tem como consequência o nascimento de crianças com microcefalia. “Essa é uma doença que poderia ser evitada se as pessoas se conscientizassem da necessidade de se jogar lixo em local adequado e mantivesse o ambiente familiar e fora dele sem o acúmulo de água parada”. Alessandra apela para que a comunidade se coloque no lugar do outro porque o zika vírus traz sequelas para a vida toda tanto das famílias quanto do sistema público de saúde.

Visibilidadeda lagoa

A presidente do Ideal – Instituto para o Desenvolvimento das Alagoas, Isadora Padilha de Holanda Cavalcante, explica que o Mundaú Lagoa Aberta é o carro-chefe do Movimento Povos das Lagoas. A proposta tem mais de 100 entidades parceiras, além do município de Maceió e do Governo do Estado. Visa fazer da via de acesso um lugar de lazer e cultura e chamar a atenção da população e dos poderes públicos para o potencial da lagoa e da região no entorno, tanto pra mostrar às necessidades de serviços públicos como também a riqueza do que já é produzido aqui pelos jovens, pelas mulheres tanto no esporte, como na cultura e na geração de renda. “Ocupando sistematicamente o espaço da orla lagunar, numa região de favelas e de uma comunidade carente, mostramos que há vida pulsando com muita produção e que todos podem participar”.

A secretária de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos, Maria Silva, que também participou do evento, acredita que o Mundaú Lagoa Aberta é um evento estratégico para os povos que vivem no entorno da lagoa. “Temos que abrir nossos olhos para a riqueza desse lugar. Nossas marisqueiras, por exemplo, exercem um trabalho rudimentar, que necessita de orientação e apoio, tamanha é a importância dele para o local. A comunidade pede que estejamos juntos. A Semudh é parceira para trazer orientações sobre enfrentamento á violência doméstica, direitos humanos, inclusão das pessoas com deficiência, empoderamento feminino e qualquer outro assunto que venha a melhorar a qualidade de vida da região. Acreditamos que os avanços ocorrem a partir de pequenas e constantes contribuições que podemos fazer”, disse.