Notícia

Mulher e Direitos Humanos

Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas
Quarta, 05 Fevereiro 2020 12:42
LGBT

Atendimento sem discriminação: Semudh oferece formação continuada para PM

Encontro discute direitos e ética para a abordagem da população LGBT em operações

Equipe técnica visa qualificar servidores da segurança pública. Equipe técnica visa qualificar servidores da segurança pública. Letícia Sobreira
Texto de Letícia Sobreira

O atendimento qualificado é uma demanda necessária para todo servidor público, por isso, a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), na qualidade de articuladora de políticas, está realizando uma formação continuada com agentes da 4º Companhia de Polícia Militar Independente (CPM/I) sobre o trato legal e adequado para população LGBT. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (04), no município de Atalaia, no Leste Alagoano.

“Diante da visibilidade da comunidade LGBTQI+, sentimos que era uma necessidade urgente dialogar com esse público que vem enfrentando hostilidades desde que resolveu lutar por equidade. Somos a instituição responsável pela manutenção da ordem pública e nos sentimos honrados em receber a Semudh para que possamos contribuir de forma eficiente na construção de uma sociedade justa, harmoniosa e que saiba coexistir com a diversidade. Nossa meta é iniciar com o carnaval livre da homofobia e prosseguir com a elaboração de procedimentos que possam atender com excelência ao cidadão alagoano”, disse a Tenente Mariana César, que participou do encontro.

Para orientar a turma de militares, estiveram presentes o superintendente de Políticas para os Direitos Humanos e a Igualdade Racial, Mirabel Alves, a assessora técnica de Políticas Públicas para LGBT, Jade Soares e a assessora especialista em formação continuada Cininha Freitas. A equipe técnica ministrou uma palestra e uma roda de discussão, para informar e dialogar com a tropa.

“Não basta levar o conteúdo, tem que ver o melhor método. Se não for pela sensibilização, as pessoas não se interessam. A continuidade das atividades vai surtir efeito a longo prazo, vale a pena insistir”, comentou Mirabel. “Falar sobre Direitos Humanos é uma construção coletiva para toda nossa sociedade e a polícia militar como agente da lei é importante nesse processo. Precisamos ter mais diálogo por que são eles que recebem as demandas de toda sociedade”, falou Jade.