Notícia

Mulher e Direitos Humanos

Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas
Quinta, 25 Julho 2019 12:38
CONHECIMENTO

Jovens aprendizes em situação de vulnerabilidade passam o dia na Semudh

Eles conheceram as instalações e participaram de palestras sobre direitos humanos, sobre direitos da mulher e da pessoa com deficiência

Os 40 estudantes debateram sobre os variados temas da Semudh durante as palestras Os 40 estudantes debateram sobre os variados temas da Semudh durante as palestras Bruno Levy e Joanna de Ângelis
Texto de Bruno Levy

A formação social de jovens tem o poder transformador para inseri-los no mercado de trabalho. Por isso, aprendizes da Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) conheceram nesta quarta-feira (24), o trabalho da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh).

Cerca de 40 estudantes participaram de palestras e de debates sobre os direitos humanos, direitos da mulher e da pessoa com deficiência. Conheceram a sede da Secretaria e como estão organizadas às superintendências que atuam na promoção e na defesa dos direitos dos cidadãos.

Para a aluna Rafaela Alcântara, de 15 anos, a Semudh tem o papel essencial no amparo às pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social. "É importante conhecer como a secretaria funciona e ter as informações dos meus direitos. As palestras abriram meus olhos sobre o quanto a Semudh é importante para a sociedade", explicou a estudante.

As meninas aproveitaram a abertura e relataram as violações e assédios sofridos diariamente nas ruas, ônibus e até dentro da própria família. “Eu passo por problemas praticamente todos os dias nos ônibus. Os agressores não ligam se o coletivo está lotado, se estão vendo. É desestimulante e constrangedor”, disse outra aluna menor de idade.

A instrutora da Renapsi, responsável pelas atividades, Michele Tabosa, assistente social, acredita ser fundamental que os jovens em formação conheçam o trabalho de enfrentamento e de amparo realizado pela Secretaria, principalmente por ser tratar de pessoas em situação de vulnerabilidade. “Ao conhecer o trabalho da Semudh e tomar ciência dos próprios direitos muitas portas podem se abrir para esses jovens porque entenderão que há um canal possível de acessar quando precisarem acionar esses direitos”, disse a assistente social.

“Dos 40 jovens que trabalhamos, pelo menos 90% deles já passaram ou presenciaram algum tipo de violência. Muitos acreditam que há apenas a violência física, o que não é, já que há variadas tipificações. Então é necessário que conheçam os trabalhos das superintendências para que possam tomar conhecimento do enfrentamento à violência contra a mulher, de gênero, da pessoa com deficiência e dos direitos humanos”, finalizou Michele.

Inclusão

Segundo o superintendente de Políticas para a Pessoa com Deficiência, Gino César, as atividades na Semudh vão ajudar na formação social e educacional na vida dos jovens, além de adquirirem conhecimento na hora de lutar pelos seus direitos.

“Os aprendizes, assim que se capacitarem, vão tratar diretamente com o público, pessoas que sofrem preconceitos, que têm problemas em casa, são idosos, pessoas com deficiência, dentre outros. Portanto, eles precisam entender e ter uma visão diferenciada aproveitando esse período de estágio para que compreendam que a inclusão é a palavra chave”.

Jovens Aprendizes 1

Renapsi e Semudh

O projeto de formação de jovens aprendizes começou em janeiro deste ano a partir da parceria entre a Semudh, Renapsi, por meio da ONG Rede Pró-Aprendiz, e o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente (Fetipat).

A Renapsi é a intermediadora para que os estudantes entre 14 e 16 anos trabalhem em empresas públicas e privadas como jovens aprendizes. Já a Semudh cede as salas e o auditório da Casa dos Conselhos a fim de ajudar no processo de formação social e profissional.

Os jovens estudam semanalmente conteúdos administrativos e participam de palestras sobre temas de relevância social como o combate à violência contra a mulher, abuso sexual, direitos humanos, cidadania e outros.